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Um Lugar Silencioso | 2018

Um Lugar Silencioso (A Quiet Place) foi um dos filmes mais comentados quando teve sua estreia em abril de 2018. O filme que vem sendo listados como terror/thriller/suspense e caiu completamente nas graças do público, tem um roteiro impecável, direção e fotografia condizentes e uma sequência que deixa com aquele gostinho de quero mais.

Realmente inovador, pois o filme tem muitos poucos diálogos e mesmo assim consegue passar todas as mensagens necessárias, sensações ainda mais fortes e reais, é fácil ser pego sentindo desespero, angustia, pavor.

Acompanhamos durante o longa a família Abbott, logo no inicio podemos perceber que se trata de um cenário pós apocalíptico, com ruas e estabelecimentos vazios e devastados. A família que vive em uma fazenda é obrigada a viver em silencio absoluto, pois são aterrorizados por criaturas que caçam tudo que é vivo através do Som. Fica claro que o filme é intenso e com o terror psicológico desde o princípio, uma morte triste que nos mostra que a realidade da família que vive em silencio não é nem um pouco fácil.

Lee (John Krasinski) lidera e faz o possível para manter sua esposa Evelyn (Emily Blunt) e seus dois filhos a salvos. Ao acompanhar o dia a dia da família, começamos a entender e perceber os detalhes de como é sobreviver em meio a um mundo que até mesmo um barulho um pouco mais alto (Um copo de vidro quebrando) pode entregar sua localização e te levar a morte.

Temos  que dar ênfase para os atores, Noah Jupe que se destacou como Jack Will em “Extraordinário”, Krasinski além de atuar também fez parte da direção do filme, Millicent Simmonds, a novata mirim que é realmente deficiente auditiva e teve uma atuação incrível e Emily Blunt que com certeza interpretou um dos papeis mais difícil da carreira, uma mãe de família em meio a um mundo apocalíptico, e que mesmo gravida precisa se salvar para conseguir proteger seus filhos sem dizer nenhuma palavra.

Um lugar silencioso, tem tudo que um belo filme de terror deveria ter, com sustos memoráveis e que deixam o público com a sensação de euforia, medo e desespero ao subir os créditos.

23 jan, 2019
Priscila Belato

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