Resenhas de Livros

A pequena livraria dos corações solitários

A Pequena Livraria dos Corações Solitários nos trás uma história bem descontraída e agradável de ler. Posy Morland, nossa protagonista, tem apenas 28 anos e acabou de sofrer um grande baque em sua vida: a perda de sua avó postiça, Lavigna. Órfã desde novinha, Posy perdeu seus pais em um trágico acidente de carro e, naquele momento, teve a primeira grande mudança em sua vida ao ter que ser responsável pelo seu irmão mais novo. Agora, pela segunda vez, sua vida sofre outra grande mudança após a perda de sua avó.

Após a morte de Lavigna, Posy tem o desafio de reerguer a Livraria Bookends, de sua falecida avó, que foi deixada em testamento para ela com a seguinte condição: ela teria dois anos para alavancar a mesma e caso não conseguisse, teria de passar para Sebastian, o outro neto de Lavigna.

Toda a chave desse livro está nesse relacionamento entre Posy e Sebastian, que consegue nos levar as risadas e até mesmo a loucura em frações de segundos. Um chick-lit pra lá de sensacional, que não possui grandes reviravoltas ou um enredo de outro mundo, mas que prende, conquista e te envolve de maneira única. Tem tudo o que fãs de romance esperam e fãs de chick-lit aguardam: na medida certa.

Ao mesmo tempo que essa relação irrita, desgasta e enche o saco de ambos, além de nos irritar com momentos onde o machismo impera, ela consegue ser benéfica de inúmeras formas para eles. Posy, por exemplo, é amante de livros e uma escritora de romance sem sucesso na conclusão de seu livro. Com o decorrer do tempo e com a convivência com Sebastian, ela vai quebrando os bloqueios que a impediam de seguir seu sonho. Sebastian, que nos é apresentado como um cara mimado, mesquinho, arrogante e grosseiro, vai se quebrando aos poucos.

Entre páginas e mais páginas, acredito que houve uma certa pressa na autora ao concluir o livro. Não sei.. acho que ela deixou algo a desejar, algo a ser fechado. Talvez tenhamos mais de Posy e Sebastian em outros livros da série? Não sei, mas espero que sim. Fiquei com uma impressão um tanto estranha com relação ao desfecho da história.

Vale ressaltar o cenário maravilhoso: uma pequena livraria, repleta de referências a grandes autores e grandes obras, que nos faz querer mergulhar dentro do livro e não mais querer voltar. A capa só instiga nós, amantes de chick-lit, a leitura; mas como não é só de capa e diagramação que se faz um bom livro, senti que a autora não deu o melhor de si na conclusão e por isso classifico esse livro como bom, levando 4 estrelas.

Michelle Felippelli
27 anos, fotógrafa e publicitária formada e uma completa bookaholic. Sou exatamente ao pé da letra o significado de Agridoce: amarga e doce. ;) Junto com a Priscila sou fundadora do Portal Garota Agridoce, além de ser administradora, colunista e social media por aqui.