ago 05, 2017

A Casa do Lago

Contado em duas épocas separadas por um intervalo de 70 anos, A Casa do Lago nos traz um suspense ocorrido em 1932/33, onde o bebê caçula da família Edevane desapareceu, o que nos leva a 70 anos, quando a detetive Sadie acaba se deparando com este caso nunca solucionado e simplesmente resolve desenterrar essa história e investigar mais a fundo.

Com duas visões bem distintas, temos a história contada por Alice (a filha do meio), retratada na época do desaparecimento e, do outro lado, temos a narrativa de Sadie, 70 anos depois. Kate Morton construiu uma narrativa boa que, com o desenrolar da história e o alternar de pontos de vistas, acaba se tornando cansativa, pesada. Os personagens são bem construídos, temos não apenas as personalidades deles bem definidas como também as características de cada época, tais como seus costumes e hábitos.

“Você sempre imagina que há tempo, até que um dia percebe que não há mais.”

Sadie é uma detetive obstinada a solucionar seus casos, porém, um fato em seu passado a torna obsessiva com o mistério da Casa do Lago. Ela faz com que esse caso tome uma enorme proporção em sua vida e com isso somos introduzidos a uma linha de raciocínio e desdobramento de fatos impressionante. Vamos juntando peças, criando teorias e suposições, onde momentos depois simplesmente parecem sem fundamento. Os detalhes de seus personagens, junto as suas motivações e seus caráteres vão nos levando a um emaranhado de nós, o que torna as coisas um pouco cansativas e chatas.


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Por diversas vezes me vi enrolando na leitura, tendo que reler a mesma página por 2 vezes.. e não acho que isso seja algo ‘bom‘. A história é boa, os detalhes fazem a diferença mas o que realmente peca na construção toda é o exagero: em detalhes, em minuciosidades, em reviravoltas, em segredos, em cenas desnecessárias.

Para uns esse livro vai dar uma descarga de adrenalina na veia e para outros pode se sair como um passar arrastado de tempo. No meu caso foi mais para a segunda opção, porém.. repito: a história é boa, só é cheia de exageros super desnecessários. Um mistério onde a solução pode ser ou não encontrada apenas 70 anos depois do acontecimento deveria ser motivo de euforia, não? Para mim, os caminhos que Kate nos leva até o ‘fim’ são muito conturbados e enrolados, o que não colou muito bem para o meu ‘eu-leitor’ no fim das contas.

Então se você curte thrillers, suspenses e livros com uma pegada mais detalhista.. se jogue em A Casa do Lago, com certeza você irá curtir essa história. 😉

Vale ressaltar o trabalho de criação e divulgação feitos pela Editora Arqueiro: vocês estão de parabéns, tudo ficou lindo! Recebi um kit tão amorzinho desse livro, com direito a caixa embrulhada, bloco de anotações, lápis, marcador e botón. Um charme puro!

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