No dia 30 de maio tive a oportunidade de assistir pela segunda vez o meu ídolo, vulgo Ed Sheeran, brilhar em solo brasileiro, mais especificamente em Belo Horizonte.

Inicialmente, eu não iria, uma vez que eu não tinha o tal cartão para efetuar a compra na pré-venda e os outros que me permitiam comprar quando as vendas de fatos fossem abertas, estavam zerados. Mas, como eu sou brasileira e fã desse ruivinho, eu não podia desistir tão facilmente assim, não é mesmo?! Fui ao banco, solicitei o tal cartão (acredite: estou fazendo parecer fácil essa parte, mas juro que não foi, eu tive que correr com a documentação da faculdade para conseguir abrir uma conta universitária), depois de tudo resolvido, fui informada que levaria de quinze (15) a vinte e cinco (25) dias para o cartão chegar, e que devido a grave dos correios, o prazo poderia ser estendido – nem preciso dizer que o meu coração perdeu uma ou duas batidas, enquanto eu fazia as contas mentalmente e chegava à conclusão que não daria tempo do cartão chegar e eu conseguir comprar o meu ingresso para o show que aconteceria no Rio de Janeiro. E não deu! O setor que eu queria havia esgotado num piscar de olhos, e eu no auge do meu fanatismo, me recursei assistir um mini Ed Sheeran, ainda mais pagando caro.

E foi narrando essa minha saga para os meus amigos, que uma amiga disse que estava querendo ir para Belo Horizonte/MG, já que lá o ingresso estava mais barato e as vendas só começariam no mês seguinte. Nem preciso dizer também, que eu me animei imediatamente e que conversei com os meus pais, que a principio ficaram receosos quanto à viagem, já que eu havia os informado que iria de ônibus e que levaria 7 horas para chegar ao meu desisto. Mesmo, torcendo o nariz, eles acabaram concordando, e eu pude comprar o meu ingresso e o da minha irmã. Quando informei a minha amiga, que estava tudo certo, a mesma me mandou um áudio informando que não havia conseguido o ingresso dela, a partir desse ponto, começou uma nova saga. Passei quase um mês procurando um ingresso para ela, nesses grupos de Facebook; e resumindo a história, acabei encontrando uma pessoa vendendo e a amiga conseguiu efetuar a compra, para o meu alivio e felicidade.

Um pouco antes de embarcar, vi as ultimas coisas que estavam faltando resolver, e descobri que a minha amiga não havia conseguido comprar a passagem dela para o mesmo ônibus que iria. Já na rodoviária, com a minha irmã, minha mãe e minha avó, imprimi os bilhetes de embarque e esperei pela minha amiga, que não conseguiu mudar a passagem dela para o mesmo horário que o meu – o ônibus dela chegaria em BH com meia hora de diferença do meu. No final das contas, depois de me despedir da minha mãe e da minha avó, embarquei às 22h30 do dia 29 com a minha irmã e a ansiedade no ônibus.

Sete horas mais tarde, eu desmarquei na rodoviária de BH, morrendo de frio (frio mesmo, estava fazendo dez (10) graus naquela manhã) e abraçada com a ansiedade; ansiedade em encontrar os meus amigos sheerios, ansiedade em rever o Ed no palco, ansiedade em sentir novamente todas as sensações que eu senti no ano de dois mil e quinze (2015) quando o vi cantar ao vivo pela primeira vez, ansiedade em ouvir e ver as minhas músicas prediletas deste novo álbum sendo construída ali na hora.

Meia hora depois de ter chego e ter me ”arrumado” no banheiro da rodoviária, minha amiga chegou e um amigo nosso veio nos buscar de uber, passamos no hostel que ele havia se hospedado, e lá esperamos ele tomar banho, já que o mesmo havia dormido na fila para guardar e garantir um bom lugar, quando ele ficou pronto, partimos para o local que aconteceria o show e lá, eu pude encontrar todo o pessoal que eu só conhecia virtualmente. Fique na fila das 08h:30min até às 14h:00min, pois precisei correr para o hotel que eu havia me hospedado para fazer o meu check-in, deixar as minhas coisas e tomar banho.

Quando retornamos ao local do show, o frio já havia se tornado uma vaga lembrança, o céu cinza deu lugar para um sol imponente que por pouco não fritou o pessoal que esperava a abertura dos portões, que ocorreu lá pelas 17 horas. Quando, finalmente estávamos dentro no Mineirão, acabamos nos dispensando, pois um pouco antes da revista, a fila tinha sido divida em três – meninas de um lado, meninos do outros, e mais tarde, clientes do cartão ‘x’ para o meio. Consegui pegar a grade (lateral direita), e lá, eu pulei, dancei, cantei, gritei, chorei, tirei foto, gravei vídeos e áudios (não precisamente nessa ordem), primeiro ao som do inglês Antonio Lulic, amigo do Ed, e depois, ao som do meu ruivinho amado, que fez a grade tremer com a potência do seu dedilhar e de sua garganta.

Ele estava surreal! E pelo meu julgamento, posso dizer que ele estava muito feliz e a vontade naquele palco, dado em visto que ele corria de um lado para outro, conversava com a plateia que o respondia de modo fervoroso; agradecei de modo tímido toda aquela demonstração de amor que vinha recebendo; distribuía sorrisos e acenos a todo o momento, e encantava a todos que estavam presente.

Quando ele se despediu do público, um filme de tudo o que eu havia passado pra chegar ali rodou em minha mente, e tudo o que eu conseguia falar era: ‘valeu a pena, valeu muito a pena’ e que Deus escreve por linhas tortas, tudo o que poderia arruinar esse dia acabou conspirando para o bem. Talvez se eu tive ido num show do Rio de Janeiro, eu não teria pego grade e talvez eu não conhecesse pessoas tão maravilhosas que contribuíram muito pra esse dia  se tornasse ainda mais especial para mim. Quem me conhece na intimidade, sabe o quanto eu aguardei por esse dia, e que quando ele finalmente chegou, acabou que ele se desenrolou muito melhor do que um dia eu ousei imaginar. Eu tenho certeza, que mesmo depois de anos, eu ainda irei lembrar cada detalhe e que sempre irei me referir a este dia com muito carinho.

SETLIST:

  • Castle On The Hill
  • Eraser
  • The A Team
  • Don’t / New Man
  • Lego House
  • I’m A Mess
  • Happier
  • Galway Girl
  • How Would You Feel
  • I See Fire / Human (cover)
  • Photograph
  • Perfect
  • Bloodstream
  • Thinking Out Loud
  • Sing
  • Shape Of You
  • You Need Me, I Don’t Need You
  • What Do I Know?

As fotos que ilustraram esse post foram de minha autoria e do meu amigo Rafael Brasileiro (@rafabrasis).

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  • Gabriela Souza

    Oi!
    Menina do céu! Que loucura foi essa? hahaha Eu nunca vi tanta coisa dar errado pra alguém e no final dar tudo certo hahaha Com certeza valeu a pena com esse baita show! Morro de vontade de ir em um show dele também! Beijoss

  • Lara Caroline

    Oi Ju, tudo bem?
    Menina que saga, parece até uma narrativa de livro hahaha
    Mas que bom que deu tudo certo para você ir ao show, adoro o Ed, mas nem me arriscaria a passar por tudi isso que você passou. As fotos ficaram maravilhosas, e eu tenho certeza que a emoção de tê-lo visto e ter ido ao show, compensou todo perreengue você viveu.
    Beijos

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