Resenhas de Livros

Um Lugar no Coração

Um lugar no coração, da autora Amy Hatvany, fala sobre perdas e ganhos, família e romance. Ele consegue ser sensível e ao mesmo tempo misterioso. A sinopse te deixa com a curiosidade a mil e você fica naquele impasse: leio ou não leio? Quando você vê.. já está lendo e completamente mergulhada no enredo da história.

Um lugar no coracaoSinopse: Grace nunca quis ser mãe. Mas, quando ela conhece Victor, um homem bonito, carismático, separado e pai dos adolescentes Max e Ava, decide que pode aprender a ser uma ótima madrasta. Afinal, as crianças moram com a mãe, Kelli. Não pode ser tão difícil assim, certo? Aos treze anos, Ava é bastante madura para a idade. Desde o divórcio de seus pais, ela cuida da mãe emocionalmente instável e do irmão mais novo. E, apesar de não ter nada contra a namorada de seu pai, Ava ainda tem esperança de que os pais voltem a ficar juntos e sejam novamente uma família. Mas, poucos dias depois de Victor e Grace ficarem noivos, Kelli morre em circunstâncias misteriosas — e segredos assombrosos de sua vida são revelados. Narrado por Grace e Ava no presente, com flashbacks do passado conturbado de Kelli, Um lugar no coração é um retrato comovente e apaixonante de feminilidade, amor e dos desafios e alegrias da vida em família.

Logo no inicio do livro temos Grace, uma mulher que não quer ser mãe, que tem o sonho de casar e ser bem sucedida profissionalmente e pessoalmente mas tem uma conclusão em sua vida que: para que isso aconteça, não é necessário que ela tenha filhos.

Depois de alguns encontros desastrosos, ela pensa que encontrou o homem perfeito e descobre que ele tem dois filhos que moram com a mãe – Ava, de 13, e Max, de 7 – e, apesar disso, Grace decide ir em frente com o relacionamento pois Victor diz que não pretende ter mais filhos.

O que Grace e ninguém pode imaginar é que Kelli (ex-esposa de Victor e mãe de Ava e Max), iria morrer no mesmo fim de semana que ela e Victor ficaram noivos e, com isso, teriam de contar para as crianças. Agora que Ava e Max vão morar junto com eles, Grace se vê tendo que ter uma vida que nunca imaginou cuidando dos dois. Por mais que Grace não conseguisse se imaginar naquela situação, ela não consegue abandonar Victor e as crianças. Ela acaba desenvolvendo um elo com eles.

Enquanto Grace tenta lidar com a situação, temos o fato da morte misteriosa de Kelli e ficamos presas tentando entender o que de fato aconteceu, tentando descobrir mais sobre a vida dessa mulher.

Tenho que dizer que por diversas vezes tive meu coração partido em minúsculos pedaços, principalmente nos capítulos que eram narrados pela Ava. Quase sempre era possível sentir a dor dessa garota que perdeu sua mãe tão nova. Não consigo, de forma alguma, me imaginar de perdendo minha mãe e por isso, só de ver acontecendo com outras pessoas – no caso Ava e Max – me sinto destroçada; dessa forma foi bem simples e fácil imaginar um pouco da dor que eles poderiam estar sentindo.

Outro ponto que me pegou na historia foi ver a Grace se apegando e se sentindo cada vez mais próxima das crianças. Não julgo quem não tem o sonho de ter filhos, até porque não tenho sonho de casar e já fui um pouco julgada por isso; agora imagino como uma mulher deve se sentir quando diz que não quer ter filhos e todo mundo já vem julgando: nossa que pessoa horrível, provavelmente se ela tivesse um filho série uma péssima mãe! e ver a Grace dando conselhos, cuidando deles da melhor forma possível mostra algo totalmente diferente.

Esse livro é bem fácil de se apegar, chorar e de rir, além de possuir um mix de emoções no decorrer da leitura. Essa não é uma leitura rápida, pois como é narrado por Grace e Ava – e em alguns momento temos uns lampejos do passado de Kelli – a leitura acaba sendo um pouco arrastada. Mas em um todo vale muito a pena a leitura, pois é uma historia muito bonita e emocionante.

04 jun, 2017
Priscila Belato

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