Mais uma vez venho com uma história envolvendo ‘três’ pessoas no enredo, só que dessa vez, diferente de “Três chances para o acaso“, essas três amigas são super apaixonantes e a história é super envolvente. Mas também, o que vindo da maravilhosa Sophie Kinsella não é encantador? Isso é realmente algo bem impossível de acontecer! Hoje vim falar de Drinques para três, um dos lançamentos da Editora Record no final de 2014. Ele é assinado pela autora em seu nome real, Madeleine Wickham, e conta a história de três amigas.

Drinques para três

Título Original: Cocktails for Three
Autora: Madeleine Wickham
Editora Record
Páginas: 352

Sinopse: Inteligentes e bem-sucedidas, todas trabalham para a mesma revista em Londres e, uma vez por mês, se encontram em um bar para colocar o papo em dia. Mas, apesar de saber que podem contar uma com a outra, preferem guardar certos segredos a sete chaves. A bela Roxanne há anos mantém um relacionamento com um homem casado; a competente Maggie de repente se vê prestes a assumir uma função para a qual não se julga preparada; e a doce Candice, da noite para o dia, resolve que precisa prestar contas com o passado. Só que o que Candice não imagina é que essa resolução vai dar início a uma série de acontecimentos que poderão abalar para sempre a amizade das três.

Preciso dizer que livros como esse me fazem simplesmente não querer parar de ler. Drinques para três é basicamente um romance onde Madeleine nos conta a história de três amigas do estilo carne-e-unha e, aborda com muita autenticidade a visão feminina em diversas situações do cotidiano. Podemos encontrar o foco principal em todo e qualquer tipo de situação que encontramos no nosso dia-a-dia, seja nos dilemas, nas qualidades e defeitos de nossos amigos, nas dificuldades da vida moderna, nos relacionamentos amorosos e de amizade e por ai vai.

Candice, Maggie e Roxanne trabalham juntas na mesma revista e, em um ritual mensal, uma vez por mês se encontram no mesmo bar, o Manhattan Bar, para fofocarem um pouco sobre a vida e principalmente sobre as fofocas do mundo em que vivem e, é claro, tomarem um bom drinque.

Mag é a mais certinha e centrada de todas; sua vida parece ser uma eterna felicidade.. mas isso não a impede de morrer de receio de não ser uma boa mãe – já que está esperando seu primeiro filho. Rox é a mulher moderna: independente, intuitiva e bem-resolvida; por trás de seu feminismo vive a ilusão de que seu querido amado um dia largue sua família para viver com ela – seis anos de espera, esse é o tempo do ‘atual relacionamento’ de Rox. Candice é a meiguinha do trio. Aquela mais doce, mais meiga, mais delicada. Sempre tem que ter uma assim entre as amizades, né? Carismática que só, atrai a companhia das pessoas e consegue fazer com que todos criem um carinho por ela logo de cara.

Cada uma das protagonistas tem um perfil bem definido e é bem fácil compor/imaginar a personagem, além de ser muito fácil se identificar com elas. Podemos definir como o trio perfeito? Talvez. Cada uma tem o que falta na outra e, juntas, possuem as características certas de uma mulher.

Como a sinopse de Drinques para Três adianta, Candice acaba em um desses encontros mensais no bar, desencadeando uma situação do passado e isso trás um mundo de dor de cabeça, o que coloca em risco a amizade das três.

Já frequentavam o bar havia muito tempo; compartilharam muitos segredos entre as inconfundíveis taças congeladas de martíni. Qualquer outro lugar iria parecer estranho. Todo dia primeiro de cada mês, o rumo era o Manhattan Bar.

Narrado em terceira pessoa, Sophie Kinsella (gente, eu tento.. mas pra mim ela é Sophie, poxa!) nos presenteia com um livro espetacular, digno de cinco estrelas. Ela consegue retratar tão bem as situações, abordando na quantidade certa cada assunto e sem perder o foco dos dilemas vividos por nós, mulheres; não peca no exagero e expõe esse universo tão público e ao mesmo tempo tão particular de cada uma de nós – no caso, das três – com suas neuras, suas cismas, manias, problemas e por aí vai.

A realidade dedicada em cada personagem é o forte desse livro. São situações tão comuns de vivenciarmos na nossa rotina, que você se imagina ali, com elas e em certos momentos chega até a pensar: ‘caramba, isso podia estar acontecendo comigo!

A edição brasileira de Drinques para Três lançada pela Editora Record está um mimo! Essas três pernas com meias coloridas e os saltos ficou um charme e, particularmente, eu adorei! Vamos aos comparativos? Encontrei duas capas da versão original, em inglês e trouxe pra vocês, comparando com a capa em português.

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Eu gostei mais da capa verdinha de Drinques para três, no caso, Cocktails for Three e, acredito que me remete mais ao estilo dos livros da Sophie Kinsella publicados aqui no Brasil e por isso me conquistou de primeira!

Não poderia terminar essa resenha sem elogiar o trabalho da Madeleine! Não só em Drinques para três, mas em outros de seus títulos, como “Menina de Vinte” – publicado sobre o pseudônimo de Sophie Kinsella. Ela é uma excelente autora e tem uma criatividade ímpar: em seus livros – pelo menos os que já li – ela consegue trazer sempre escritas e formas de abordagens diferentes e isso é formidável!

São poucos autores que realmente conseguem ter essa múltipla faceta. Ponto positivo pra Kinsella!

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  • Carolyne Garcia

    Não consigo gostar muito dessa autora. Todos amam e a veneram mas eu não gosto. Tentei ler Fiquei com Seu número e não me prendeu nada. Acho que não fui muito com a escrita dela. :/

  • Gabriela Souza

    Oi! Eu nunca li nada da Sophie Kinsella (apesar de morrer de vontade) acredita? vou ter que confessar que não gostei da capa das pernas com meia colorida hahaha Adorei a proposta do livro de abordar assuntos que está presente na nossa rotina. Já adicionei pra minha lista de leituras. Beijoss

  • Lily Viana

    Olá,
    Amizade entre mulheres sempre são únicas, cada uma tem uma personalidade que faz a união delas. Amei o livro, a capa é super fofa e a história nem sei o que fala pois é maravilhosa a trama delas.

  • Lara Caroline

    Olá Michelle, tudo bem?
    A principio este parece ser um livro bem levinho e despretensioso, mas ao meu ver ele vem com o propósito de acabar com aquela ideia de que nós mulheres somos todas rivais. Eu gostei muito de ver um pouquinho de cada uma das personagens na sua resenha e adorei esta capa linda.
    Beijos

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