Crítica de Filmes

O PRIMEIRO AMOR (FLIPPED)

Com personagens juvenis no comando da história, o longa-metragem Flipped (O Primeiro Amor, se preferir) traz a leveza que a coluna #LUZCÂMERA&AÇÃO estava precisando! Após uma série de posts que pendiam para o lado mais denso das coisas, decidi escolher um filme que tivesse mais cara de Sessão da Tarde, ou seja, algo que desse pra assistir com os amigos e até mesmo que nos transmitisse o desejo de participar daquela trama, de tão amorzinho que ela é.

Com o enredo que se baseia no romance escrito em 2001 pela escritora americana Wendelin Van Draanen, conhecemos Julianna e Bryce, um casal de vizinhos que dividem tanto a tela quanto a narrativa do filme (que segue o estilo bate e volta), permitindo que saibamos exatamente o que cada um sentiu, presumiu e desejou que acontecesse naquele exato momento em que a cena se desenrolava.

Alguns de nós são pálidos, outros brilhantes e outros são coloridos. Mas de vez em quando encontramos alguém que é irradiante, e quando encontramos não a nada que se compare.

Tendo como plano de fundo todo o charme dos anos 60 anos, o longa logo de cara nos apresenta Bryce Loski, um menino de sete anos que ao se mudar de casa conhece Julianna Baker, que possui a mesma idade do que ele. A menina, que atende pelo apelido de “Juli”, se sente imediatamente apaixonada pelo seu mais novo vizinho, enquanto ele se sente um tanto quanto constrangido e intimidado com a sua presença.

Conforme o tempo vai passando e a narrativa vai se contrapondo uma da outra, temos uma visão geral de como a relação dos personagem centrais se construiu ao longo dos anos; enquanto ela nutria uma consideração pura e quase que inocente por ele, Bryce só a enxerga com uma pessoa expansiva que, por algum motivo desconhecido, insiste em se fazer presente em sua vida.

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No entanto, com a chegada da adolescência, que consequentemente traz consigo milhares de ponto de interrogações, o que é compreensível surgir nessa fase da vida por conta de todas as mudanças hormonais, psicológicas, emocionais, físicas e biológicas que acaba propiciando uma atmosfera conflituosa no corpo do adolescente, fazendo assim com que ele às vezes não consiga tecer uma opinião sobre determinada coisa ou se portar diante de uma situação sem levar em consideração a soma das partes; a aproximação de um personagem especial para Loski na vida de Juli e alguns acontecimentos na vida privada de Baker, assim como a visão que as estrelas da trama têm um pelo outro acaba se alteração.

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Notas sobre o filme &  Considerações finais

Resultado de imagem para o primeiro amor bryce loskiEu assisti esse filme no mesmo dia em que assisti o longa ‘Já estou com saudades’, ou seja, eu vinha de uma carga emocional um tanto quanto elevada e, na tentativa de apaziguar as minhas emoções, pedi num grupo de fãs do cantor Ed Sheeran indicações de filmes que não me fizesse chorar, e foi ai que a minha amiga Tatiane Santana me apresentou essa obra que me deixou completamente encantada! Fazendo uso das palavras que essa amiga usou na hora de me indicar este longa-metragem: “esse filme parece ser mais uma daqueles filmes bobinhos, mas não é”, e não é mesmo!

Resultado de imagem para o primeiro amor bryce loski gifEle retrata muito mais que a descoberta do amor, do primeiro beijo ou da primeira crise de ciúmes, por exemplo; ele aborda o amadurecimento, a convivência em família, o julgar sem saber, a existência da felicidade em meio a simplicidade, a importância das pequenas coisas, o respeito pelas limitações do outro e principalmente os benefícios que o entrosamento entre os idosos e as pessoas mais jovens pode trazer para ambos.

E o silêncio nos conectou uma maneira que as palavras nunca poderia.

Eu tenho a plena certeza que, se esse filme fosse parar nas mãos de outro diretor, o resultado final não seria tão bom quanto. Um dos pontos mais positivos da direção de Rob Reiner, sem sombra de dúvidas, foi intercalar a narrativa entre os personagens pois assim, por mais que estivesse assistindo mais de uma vez, a mesma cena não se tornava enfadonha pois era contada de maneira diferente, transformando a mesma história com duas versões, enxergando os dois lados da moeda, o que obviamente acabou deixando tudo mais interessante (e sim, eu ficava aguardando a narrativa de Bryce). Outro ponto positivo é atuação dos atores que ficaram responsável tanto pela fase infantil quanto pela fase juvenil de Juli e Bryce, ambos conseguiram passar toda inocência e verdade que o momento pedia.

Flipped

Ano de Produção: 2010.
Direção: Rob Reiner.
Elenco: Madeline Carroll, Callan McAuliffe, Rebecca De Mornay, Anthony Edwards, John Mahoney, Penelope Ann Miller, Aidan Quinn, Kevin Weisman, Michael Bolten, Shane Harper, Morgan Lily, Ryan Ketzner, Ashley Taylor, Israel Broussard, Cody Horn e Ruth Crawford.
Roteiro: Andrew Scheinman e Rob Reiner.

Sinopse: Juli (Madeline Carroll) e Bryce (Callan McAuliffe)  se conheceram aos sete anos de idade. Ela sempre admirou o menino, mas ele achava a vizinha meio estranha. Aos 13 tudo muda e ele começa a se apaixonar pela menina. Juntos, eles compartilharam diversas experiências amorosas, como o famoso primeiro beijo, que faz parte da vida de todo adolescente.

Flipped é um filme fácil de assistir por conta de sua simplicidade, por ser tão fiel ao livro que lhe inspirou (infelizmente o livro não foi traduzido para o nosso idioma) e por contar o frescor da juventude.

Você nunca esquece seu primeiro amor.

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20 anos, estudante de Psicologia. Formada em TV e Cinema pela Oficina de Atores em 2010. Blogueira por amor e colaboradora do #LuzCâmeraAção no Garota Agridoce. ;)