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Crítica de Filmes

A VIDA É BELA (LA VITA È BELLA)

A Vida é Bela (La vita è bella) é, sem dúvidas, um filme incrível que tenho a honra de trazer para a resenha de hoje. Com um tom tragicômico, o filme – que foi indicado a centenas de prêmios – promete te fazer sorrir e chorar, quase que na mesma proporção.

Resultado de imagem para a vida é belaTítulo: A vida é bela.
Ano: 1997.
Direção: Roberto Benigni.
Duração: 116 min.
Elenco: Roberto Benigni, Nicoletta Braschi, Giorgio Cantarini, Giustino Durano, Sergio Bini Bustric & Marisa Paredes.
Gênero: Drama, Romance, Comédia, Bélico.
País: Itália.

Sinopse: Na Itália, durante a Segunda Guerra Mundial, Guido, um judeu, é mandado para um campo de concentração, juntamente com seu filho, o pequeno Giosuè. Guido é um homem simples, inteligente, espirituoso e possui um grande humor. Por ser um pai amoroso, consegue fazer com que seu filho acredite que ambos estão participando de um jogo, sem que o menino perceba o horror no qual estão inseridos.

Assim como em 3096 dias – filme resenhado semana passada – o longa-metragem que trago hoje é divido em duas fases: a primeira, sem sombra de dúvidas é muito mais lírica do que a segunda e, logo nos primeiros minutos, conhecemos Guido: um homem  judeu que vive no campo, que tem um coração maior do que seu próprio corpo e que caminha lado a lado com o bom humor e a criatividade e, que motivado por um sonho, saí do conforto da sua casa para ir em buscar de um meio que o ajude a concretizar  o seu anseio.

No entanto, algo que eu não irei contar acontece com ele e seus planos acabam sendo adiados e assim ele termina conhecendo Dora: uma professora italiana no qual ele construí um relacionamento fincado na leveza e no amor. Quando casados, a pequena família italiana-judaica que eles formaram aumenta com a chegada de Giosuè, o filho do casal.

Você ainda não entendeu que, para me fazer feliz, é preciso muito pouco? Um bom sorvete de chocolate, talvez dois, um passeio juntos e que aconteça o que tem de acontecer.

la vida es bella

Já a segunda parte desta obra se desenrola no auge da Segunda Guerra Mundial, trazendo um tom mais denso à tela que seguia leve como uma pluma solta ao vento. Como vocês devem está imaginando, tanto Guido quanto Giosuè são levados para um campo de concentração e lá, assim com outros judeus, executam algumas tarefas.

Nessa altura Dora, que não tinha sido levado com eles (Guido e Giosuè), resolve enfrentar de peito aberto os fardos que tiraram tanto seu marido quando seu filho de dentro de seu lar e pede para ficar com eles, contudo, por mais que ela consiga ser levada também, acaba ficando em outro canto junto de outras mulheres que, assim como ela, tiveram pessoas amadas arrancadas de suas vidas.

Você é um bom menino. Durma e tenha doces sonhos, talvez nós dois estejamos sonhando. Talvez tudo isto seja um sonho e amanhã sua mãe vai nos acordar com leite e biscoitos. Então, depois de comermos, farei amor com ela duas ou três vezes, se eu puder.

frases

Guido, como todo bom pai, decide poupar seu filho, criando assim um mundo lúdico para ele: ele elabora uma história para justificar aquela situação que estão passando; ele conta para o menino que estão num jogo, onde há centenas de regras e que cada uma, assim como uma tarefa cumprida, representa uma certa quantidade de pontos, que eles precisam juntar mil pontos antes de todo mundo para poder voltar para casa em grande estilo (eles voltariam em um tanque de guerra de verdade).

Estamos numa equipe super-ruim, que grita sem cessar. Quem tem medo perde pontos. Nesses três casos, todos os pontos são perdidos: um ponto para quem chorar. Dois pontos para os que querem ver a mãe; e três, para os que têm fome e pedem lanche.

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CONCLUSÃO

Pense em um filme que faz jus ao titulo? Pensou? Se a resposta não for “A vida é bela”, preciso informar que a resposta está redondamente errada pois, apesar do horror da guerra, o personagem principal nos mostra que tudo se trata da forma como queremos enxergar as coisas e então sim: a vida pode ser bela, até mesmo no meio de uma guerra.

Nós ganhamos!

Sem sombra de dúvidas esse foi um dos filmes que mais me tocou e ensinou. Me lembrei das minhas aulas com a professora Jardinete, onde o foco eram as Teorias dos Desenvolvimentos do Seres Humanos, mais precisamente o desenvolvimento infanto-juvenil; lembro-me dela ressaltar a importância do lúdico nessa fase (enquanto crianças) para o auxilio do desenvolvimento psicológico, cognitivo, sensorial, emocional e social desses pequenos serumaninhos.

Eu poderia listar diversas cenas que me fizeram recordar meus momentos em sala de aula e fizeram com que meu coração se desmanchasse centenas de milhares de vezes, porém, para não correr o risco de soltar um belo de um spoiler, o trecho que escolhi e que representa muito bem essas duas coisas que listei é a cena retrata no último gif desse post. Ali, realidade e fantasia se fundem de tal maneira que é difícil não se deixar levar pela emoção.

A VIDA É BELA GANHOU 3 OSCAR EM 1999, CANNES EM 1998, CÉSAR EM 1999 E GOYA EM 2000.

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20 anos, estudante de Psicologia. Formada em TV e Cinema pela Oficina de Atores em 2010. Blogueira por amor e colaboradora do #LuzCâmeraAção no Garota Agridoce. ;)