Resenhas de Livros

Um dia (One Day) – David Nicholls

Nosso papo de hoje vai abordar um assunto muito interessante e ao mesmo tempo bastante polêmico: preferências. O livro escolhido da vez foi, nada mais nada menos, do que meu amado Um Dia, do autor David Nichollsdiga-se de passagem.. meu autor preferido de sempre! Esse livro conta a história de Emma e Dexter, dois recém-formados que oficialmente se conhecem na noite de formatura e, tentam sem sucesso passarem a noite juntos. Esse dia ficou marcado para ambos, 15 de julho de 1988.

Aquela madrugada da formatura, que marcou a vida de ambos, foi um momento de cumplicidade, de amizade, entrega e companheirismo. Uma situação incomum, onde nasceu uma amizade única. Ali, naquele momento eles dividiram muito mais que uma cama de solteiro para dois.. eles dividiram seus planos, suas vidas e foi assim, ano após ano.

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O livro é um romance, mas não é levado desta forma no decorrer das páginas, no decorrer dos anos. Cada capitulo narra um dia de cada ano, a partir de 1988, e narra o quão essenciais e únicos Em e Dex se tornaram um para o outro. Vai mostrar o amadurecimento de ambos, de 1988 até 2006, com situações muito comuns e atitudes mais comuns ainda e talvez esse seja o diferencial da escrita do David Nicholls. Não quero dar spoilers, mas é praticamente impossível falar de algo que você realmente ame de paixão sem se empolgar! Sim, eu amo de paixão esse livro e tive o imenso prazer de ler, reler e reler por 9 vezes.

O que mais eu gosto em um todo de “Um Dia”? Eu amo a cabeça erguida de Em, a forma como ela se manifesta sempre quando o assunto é Dex. Amo a paixão guardada somente para si que ela nutre por ele e a forma como ele a trata – isso não inclui em nada algumas partes que não irei citar. 🙂 Amo a evolução e o crescimento que o autor atribuiu a cada um dos personagens; amo a riqueza de detalhes expostas em cada cena; amo o capitulo das férias que os dois passam juntos. Amo do inicio ao fim, amo Em, amo Dex e amo infinitamente mais o autor por ter me presenteado com essa escrita única.

“Depois sorriu e misturou-se à multidão. Emma olhando-o se afastar, depois arrastou as duas mochilas pelo cais até um pequeno café fustigado pelo vento. Ao chegar, abriu a bolsa e tirou uma caneta e um caderno de anotações, um negócio caro, encadernado em pano, o seu diário de viagem.” (pág 87)

Esse livro, acima de todas as minhas preferências, é realmente um livro especial. Ele mostra que a vida segue, mesmo que seu ‘único amor’ não sinta exatamente o mesmo tipo de amor por você. Ele mostra que sim, podemos seguir a diante e deixar de lado aqueles infinitos ‘mimimis’ que a grande maioria das pessoas faz de argumentos para justificar algumas situações.

“Viver cada dia como se fosse o último… quem tinha energia para isso? E se chovesse ou você estivesse de mau humor? Simplesmente não era prático.” (pág. 408)

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Eu realmente indico essa leitura. Não por ser meu livro preferido, ou por ter a melhor adaptação cinematográfica – na qual eu já assisti pela 17ª vez e que é estrelado pela minha atriz preferida no mundo todo, Anne H. – mas apenas pelo fato de ser uma leitura tocante, intensa e com várias lições de aprendizado, de vida.

Recomendo o filme? Sim! Mas não antes do livro.. ok? Espero que vocês possam ter o prazer de ler e assim como eu, se encantar/apaixonar perdidamente por Emma e Dexter.

Michelle Felippelli About Author

29 anos, fotógrafa, publicitária formada e uma completa bookaholic. Exatamente ao pé da letra o significado de Agridoce: amarga e doce. ;)