Crítica de Filmes

Azul é a cor mais quente – La vie d’Adèle

Com cenas explicitas de sexo entre duas mulheres, La vie d’Adèle (azul é a cor mais quente, se você preferir), é inspirado livremente na história em quadrinho homônima de Julie Morah. O longa que conta a história de duas meninas que apesar de serem jovens estão em momentos distintos de suas vidas.

Em sua curta existência,  o longa já recebeu a Palma de Ouro no conhecido festival de Cannes e muitas criticas – boas e não tão boas assim – deis do seu lançado em 2013.

I N F O R M A Ç Õ E S  &  S I N O P S E

Data de lançamento: 23 de maio de 2013 

Direção: Abdellatif Kechiche

Direção Fotográfica: Sofian El Fani

Roteiro:  Julie Maroh, Ghalia Lacroix eAbdellatif Kechiche

Com: Adèle Exarchopoulos, Léa Seydoux, Salim Kechiouche, Jeremie Laheurte, Aurélien Recoing, Benjamin Siksou, Catherine Salée, Alma Jodorowsky…

Gênero: Drama, Romance.

 

“Adèle é uma garota de 15 anos que descobre, na cor azul dos cabelos de Emma, sua primeira paixão por outra mulher. Sem poder revelar a ninguém seus desejos, ela se entrega por completo a este amor secreto, enquanto trava uma guerra com sua família e com a moral vigente. Le Bleu est une Couleur Chaude é uma adaptação das histórias em quadrinhos homônimas, escritas e desenhadas por Julie Maroh.”


Com cenas explicitas de sexo entre duas mulheres, La vie d’Adèle (azul é a cor mais quente, se você preferir), é inspirado livremente na história em quadrinho homônima de Julie Morah. O longa que conta a história de duas meninas que apesar de serem jovens estão em momentos distintos de suas vidas.

Antes do encontro das duas personagens principais, como sugere o titulo original do longa, conhecemos Adèle, uma adolescente de 15 anos, francesa, apaixonada por literatura e no inicio da transição que minha mãe gosta de chamar: ‘’a fase da menina-mulher’’ e como todas as meninas que traçam esse caminho, ela ainda está dando os primeiros passos para se firmar no mundo adulto – então é mais do que natural em alguns momentos ela pareça um tanto insegura e perdida em suas ações. E é também como as garotas da sua faixa etária que ela não faz nada que fuja do padrão da idade; Ela divide seu tempo entre conversas aleatórias com os amigos, paquera – termo que minha avó usa, credo –, se diverte , cursa o ensino médio e leciona a língua francesa para crianças do fundamental.

Já na pele de Emma e sobre a direção do diretor francês Abdellatif Kechiche, Léa Seydoux no mostra uma personagem no inicio de sua vida adulta e em dia com as suas convicções e da maneira que quer deixar a sua marca no mundo, seja politicamente, profissionalmente ou pessoalmente – bônus para o seu cabelo esvoaçante e azul. Quando Emma surge na vida de Adèle, podemos ver claramente que ela remete ao novo, ao território que Adèle ainda precisa explorar, pra quem sabe assim, se conhecer.

O romance entre as duas é construído de maneira inteligente pelo roteiristas que se preocupam em mostrar o amadurecimento e a troca das duas e pela brilhante atuação das atrizes que não recorreram ao uso da maquiagem nos momentos de maiores tensão; E a atuação das duas é tão impa que tem momentos que achamos que elas são um único ser vivo e torcemos que elas deem certo…


CONCLUSÃO

Como disse nas primeiras linhas desse post, o filme tem cenas de sexo explicito sim, entretanto essas cenas não estão ali somente para preencher o tempo, a sensação que eu tenho é que cada quadro foi exaustivamente pensado para o crescimento das personagens, principalmente o de Adèle, que desde o inicio está em uma jornada de autoconhecimento. Então, nem de longe La vie d’Adèle se trata somente de um relacionamento homoafetivo, ele tem muito mais profundidade que uma vida a dois pode proporcionar e o sentimento que fica quando o filme acaba é aquela de quero mais, muito mais.

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20 anos, estudante de Psicologia. Formada em TV e Cinema pela Oficina de Atores em 2010. Blogueira por amor e colaboradora do #LuzCâmeraAção no Garota Agridoce. ;)