Crítica de Filmes

Blue Valentine

I N F O R M A Ç Õ E S  &  S I N O P S E

Data de lançamento: 29 de dezembro de 2010 (EUA)namoradosparasempre_2010
Direção: Derek Cianfrance
Música composta por: Grizzly Bear
Produção executiva: Ryan Gosling, Michelle Williams, Jack Lechner,Doug Dey, Scott Osman
Roteiro: Derek Cianfrance, Cami Delavigne, Joey Curtis
Com: Ryan Gosling, Michelle Williams, Mike Vogel, John Doman, Ben Shenkman, Robert Russell
Gênero: Drama, Romance.

Casados há vários anos e com uma filha, Cindy (Michelle Williams) e Dean (Ryan Gosling) são jovens da classe trabalhadora que passam por um momento de crise, vendo o relacionamento ser contaminado por uma série de incertezas. Ele trabalha como pintor, enquanto que ela é enfermeira de uma clínica médica. Seguem em frente e tentam superar os problemas, se baseando no passado que fez com que se apaixonassem um pelo outro.”

Sem intenção de agradar e sim de mostrar tudo o que pode acontecer de fato quando a vida à dois caí na rotina, Blue Valentine (Namorados Para Sempre, se você preferir), conta a história do casal Cindy e Dean e como o sentimento que eles nutriam um pelo outro foi deixando de existir.
Antes do clímax do filme a história não é contada de maneira linear – em alguns momentos somos teletransportados para o passado dos personagens principais, para ser mais exata, até um pouco antes de Cindy e Dean se conhecerem na juventude, ainda quando os sonhos e a beleza andavam lado a lado, sem qualquer resquício de medo ou cansaço do amanhã , e depois somos lançados para a dureza dos dias atuais.

Na pele Dean, e sobre a direção de Derek Cianfrance, o ator Ryan Gosling molda um personagem que poderia ter naturalidade e leveza como sobrenome em sua juventude, ainda nessa fase da história, descobrimos que Dean leva jeito para a arte e que ele tem um espírito todo independente. Mas, pela falta de oportunidade, ele acaba dedica o seu tempo em serviços braçais e monótonos – e é aqui, se é que posso dizer isso, que encontramos o único clichê do filme, pois a partir desse momento que passamos entender o motivo de Dean ser desleixado consigo mesmo, imaturo e por vezes, demonstrar espasmo de raiva que são potencializados pela bebida e pela falta de compreensão da esposa.

Já na pele de Cindy, e sobre o roteiro assinado por Derek Cianfrance, Cami Delavigne e Joey Curtis, Michelle Williams, nos mostra uma jovem estudante de enfermagem, que desde cedo leva uma vida um tanto inconsequente que conversa perfeitamente com o espírito independente que ela nutre; e como a história é contada em paralelo entre passado e presente, acompanhamos a transição da menina leve para a mulher irritada, com uma aparência um tanto penosa, bem diferente da jovem solar e de sorriso fácil de antigamente.

 

O filme vai rolando e somos presenteados com cenas singelas, que nos faz acreditar que aquele casal pode superar tudo – é simplesmente tocante, pois torcemos pra um final feliz, mesmo sabendo de todos os desdobramentos e particularidade de cada personagem. Entretanto, como eu escrevi no inicio desse post, Blue Valentine não veio para agradar e nem para ser mais desses filmes que tem o mesmo final, como o titulo nacional sugere.

 

Com diálogos extremamente bem elaborados e como um toque a mais de profundidade que nos faz para de comer a pipoca só para refletir sobre o que é o casamento, começamos traçar uma linha tênue entre o amor e ódio que esses personagens principais percorreram e encontramos tudo ali, dolorosamente: o primeiro beijo, a paixão, o inicio de uma nova família, os problemas de casa, a rotina, o desgaste… Encontramos tudo de maneira explícita e nesse momento, não temos como apontar quem foi errado, pois pode parecer injusto – pode não, é injusto.



CONCLUSÃO

O filme deixa claro que qualquer um de nós estamos sujeitos a viver uma história dessas, pois tudo estranhamente real. Tudo acontece de maneira tão orgânica que é fácil imergir na história e se colocar no lugar daquele casal do inicio cheios de esperanças que terminam puídos pelo tempo. Então estranhe se você se identificar com a história ou lembrar-se de um casal que tem uma história parecida.


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20 anos, estudante de Psicologia. Formada em TV e Cinema pela Oficina de Atores em 2010. Blogueira por amor e colaboradora do #LuzCâmeraAção no Garota Agridoce. ;)